13 de dezembro de 2010

Despedida


Ela abre a porta, para por alguns segundos, o vapor sai, suas lembranças em nuvens a meia luz da lua voltam em flashs. Quando no relógio marcam 20h30 [hora dele chegar], hora que ele chegaria.
Um rosto em branco, embaçado pela fumaça de seu banho de lágrimas, um lençol frio ainda marcado por dois corpos unidos. Enfrentara seu maior medo: de sofrer. Coragem por seguir em frente ou conformada em não poder fazer mais nada?
Após aquela despedida seu corpo tornara reais os sonhos entre fronhas e lençóis. Seu perfume pela metade, entreaberto, uma lembrança revela seus segredos, suas mentiras e seus amores.
Mais uma manhã de violetas secas e girassóis nublados.

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