Você se despiu, vestindo apenas seu sorriso
tímido, sentado me olhava.
Minha caneta, lápis e papel numa dança de
letras e formas te descreveram em ménage à trois ortográfico. A ereção do
atrito com o papel, o som intermitente do grafite ofegante.
Era como se meu lápis, punho e dedos,
conhecessem a textura de sua pele, desde seu calcanhar, marcado em minhas
folhas, contornando seus pés, dedo à dedo, joelhos e pernas.
Engolia a saliva à seco, para não perder um
pelo, uma digital, uma rachadura dos lábios finos, mal cuidados pelo excesso de
álcool entre nossos beijos
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